ENERGIA SOLAR

ENERGIA SOLAR E O MEIO AMBIENTE

Para enfrentarmos os desafios do novo milênio, a Energia Solar mostra-se como uma das alternativas energéticas mais promissoras, pois o Sol é fonte de energia renovável, permanente e abundante.

Além de reduzir o gasto de eletricidade, a Energia Solar não prejudica a agricultura. De fato, cada metro quadrado de coletor instalado poderia, por um lado, evitar a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis usadas na construção de novas usinas hidrelétricas. Estas terras poderiam ser utilizadas para fins agrícolas e, por outro lado, para economizar 55 Kg de gás natural por ano ou 66 litros de diesel/ano ou 215 Kg de lenha ano.

Na realidade, a construção de novas hidrelétricas, além de constituir uma agressão à fauna e à flora tropicais, inundando terras que eram ou poderiam ser utilizadas para agricultura e pecuária, pode também provocar a perda de patrimônio histórico-cultural.

Não se deve esquecer ainda que estas terras inundadas poderiam ter sido usadas na recolocação de famílias na reforma agrária.

Um milionésimo da energia solar que nosso país recebe durante um ano (aproximadamente 15 trilhões de Megawatts) equivale a um suprimento de energia da ordem de 54% do petróleo nacional, quatro vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica ou, ainda, duas vezes a energia obtida com o carvão mineral.

Anualmente, o Sol irradia o equivalente a 10.000 vezes a energia consumida pela população mundial neste mesmo período. O Sol produz continuamente cerca de 390 sextilhões de quilowatts de potência.

Para enfrentar a crise de energia elétrica, a economia brasileira precisa repensar o seu modelo de matriz energética, iniciando um programa Prosol, como se fez ao criar o programa Proálcool (Programa Nacional do Álcool), em 1975, durante a crise do petróleo.